No último dia 20 de abril, em meio ao pior momento da pandemia da COVID-19, e com menos de 15% da população vacinada, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 5595/2020, que torna aula presencial, na educação básica e superior, “serviço essencial”. Agora o Projeto segue para o Senado Federal e não podemos permitir que seja aprovada mais esta crueldade genocida de Bolsonaro e seus comparsas que estão empenhados em aplicar de forma radical sua necropolítica no Brasil.

Além disso, também não podemos desconsiderar que o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados traz também consequências que vão além da pandemia. Ao definir aulas presenciais como “serviço essencial”, estará, na prática, criminalizando o direito à livre expressão e o direito de greve (assegurado nos artigos 9º e 37° da Constituição Federal). Também avaliamos que o PL 5595/2020 fere a democracia e a autonomia universitária, princípios consagrados na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Portanto, é URGENTE nossa mobilização! Exigimos VACINA NO BRAÇO e COMIDA NO PRATO, isso sim é ESSENCIAL!

Vamos ligar e enviar emails para pressionar o Senado Federal contra essa atrocidade! Só podemos voltar às aulas presenciais com uma vacinação em massa da população e dos servidores da educação, com garantia das condições sanitárias seguras ao exercício das atividades educacionais!

SENADORES DO PARÁ (PA)

Jader Barbalho (MDB) - (61) 3303-9831 / 9827 / 9832 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Paulo Rocha (PT) - (61) 3303-3800 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Zequinha Marinho (PSC) - (61) 3303-6623 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

#VacinaçãoPraTodosJá #ForaBolsonaroeMourão #NãoAoPL5595

 

REGIMENTO ELEITORAL
Eleição de Diretoria e de Conselho Fiscal - Biênio 2021/2023

 

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Na Assembleia Geral da Adufpa, realizada na terça-feira, 20, em ambiente virtual, docentes da UFPA aprovaram o Regimento Eleitoral que irá embasar a escolha dos novos representantes da entidade para o biênio 2021/2023. O documento, elaborado pela Comissão Eleitoral definida na assembleia do dia 17 de março, apresentou a proposta inicial de regimento, com base no calendário que também foi aprovado na última AG.


Para melhor apresentação e entendimento pelos participantes, foi realizada a leitura do Regimento, com destaque dos pontos divergentes. A partir da metodologia foi possível fazer contemplar as observações feitas pelos docentes e após uma breve discussão, a proposta foi aprovada, com os devidos ajustes.


A eleição para a nova diretoria e conselho fiscal da Adufpa irá ocorrer no período de 10 a 14 de maio de 2021. A votação terá início às 8h do dia 11 de maio e se estende até às 21h do dia 12. A computação dos votos pela Comissão Eleitoral será iniciada às 9h do dia 13 de maio 2021, estendendo-se, sem interrupção, até a proclamação do resultado final.


As chapas deverão registrar sua inscrição, por mensagem eletrônica para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. a partir desta quinta-feira, 22 de abril, até o dia 02 de maio. O cronograma contendo todas as data do processo eleitoral estará disponível em anexo ao Regimento, observação feita pelos docentes, acatada pela assembleia. A Comissão Eleitoral é composta pelos professores Benedito Ferreira, Conceição Cabral, Welson Cardoso e Larissa Chermont.

 

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Na última sexta-feira, 16 de abril, o Grupo de Trabalho Política de Classe para as questões Etnicorraciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS), da Adufpa, realizou um momento virtual de acolhimento, fortalecimento e trocas de experiências entre as educadoras de diversas unidades e campi da UFPA para falar sobre “Trabalho docente e Ensino Remoto: Desafios em tempos de Pandemia”.

O evento contou com expressiva participação de docentes que atuam no ensino, pesquisa e extensão universitária, que aproveitaram a ocasião para desabafar os efeitos negativos que estão vivendo diante de tantas mudanças ocorridas desde 2020 com o início da pandemia e a implementação do Ensino Remoto Emergencial (ERE).

“O começo do ERE foi um processo traumático, que deixou tudo nas nossas mãos... a gente precisou se virar, criar estrutura que não havia, comprar equipamentos… Eu vivi processos muito difíceis, chorei muito! Chegou um momento que achei que não ia dar conta. Eu sou psicóloga, mas cheguei a dizer para minha psicóloga que meus recursos para lidar com a situação tinham se esgotado, precisava de uma ajuda externa. Se eu pudesse eu sairia da universidade hoje, ou melhor, teria saído meses atrás quando começou esse processo” desabafou uma das professoras universitárias.

Foram muitos os relatos sobre a forma violenta como a pandemia e o ERE se instalaram no “novo normal” da docência. No que diz respeito às mulheres, a jornada que muitas vezes já era tripla (professora, mãe e dona de casa) ou quádrupla, no caso das docentes estudantes de pós-graduação, se tornou mais difícil sendo tudo isso no mesmo ambiente físico, no seio doméstico, sem estrutura tecnológica e sem treinamento para lidar com as novas linguagens, formatos e aplicativos online, pois tudo se deu na urgência e em meio ao medo/caos gerado pela disseminação da Covid-19.

Outro ponto de angústia partilhado pelas professoras, diz respeito aos alunos “sem rosto” das salas online. Um ambiente marcado pela frieza e pelo distanciamento, que inclusive, prejudica em essência o ensino-aprendizagem.  “Você não se desloca, você não toca as coisas, as pessoas, fica uma sensação de vazio... parece que não estamos fazendo muita coisa, mas quando tomamos consciência do tanto de coisas que fazemos, ficamos surpresas” afirmou outra docente.

Apesar das muitas dificuldades partilhadas, o sentimento que tomou conta da roda foi de acolhimento, fortalecimento e gratidão pelo espaço de diálogo e debate criado pelo GT. Novos encontros irão ocorrer, neste primeiro momento de forma remota, mas várias professoras também mencionaram a necessidade de se ampliar as ações com organização de um coletivo de mulheres que reúna além das docentes, também as demais companheiras estudantes e técnicas administrativas para avançar na auto organização por equidade de direitos e contra o machismo institucional presente na UFPA, e, inclusive, no próprio movimento sindical, que ainda é um ambiente em disputa para as mulheres.

“Cada companheira que vem para a luta junto ao movimento docente é uma protagonista para transformar esse ambiente em algo cada vez mais acolhedor às mulheres e justo às pautas de gênero. Aguardem, pois em maio nos encontraremos em mais uma roda para seguir discutindo temas importantes do universo das mulheres docentes e da luta sindical” afirma a coordenadora do GT, Dalva dos Santos.

O GTPCEGDS se consolidou em novembro de 2019, com a participação da Coordenadora e Diretora de Interiorização da Adufpa, na comissão nacional que elaborou a Cartilha de Combate ao Racismo, lançada no mesmo ano, no Auditório do Iced, com o compromisso de atuar na formação sobre a temática em outros campi da UFPA.