A Diretoria da Adufpa, vem a público, manifestar-se sobre a denúncia de racismo que lhe foi imputada.

Nossa Entidade, a ADUFPA-Seção Sindical do ANDES-SN, é representativa da categoria docente da UFPA e tem uma história de quase 42 anos de luta social no Brasil e na Amazônia. Fundada no tempo da ditadura empresarial – militar dos anos de 1970, tem se mantido fiel na defesa da democracia, direitos trabalhistas e da educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada. Associada a outros sujeitos sociais, tem sido parte ativa na luta contra o machismo, feminicídio, racismo, LBGTfobia, dentre outros.

Como uma das estratégias para fortalecer sua atuação nesses campos, a atual gestão impulsionou a efetivação do Grupo de Trabalho – GT local de Políticas de Classe, Questões Etnicorraciais, de Gênero e Diversidade Sexual, com objetivo de estimular o debate e desenvolver ações que combatam quaisquer formas de opressão e discriminação.

Nosso país está imerso em grave crise econômica e sanitária, que impacta nossa saúde física e mental. Isso exige de todos/as a busca pelo equilíbrio, para que superemos esta situação.

Nestes termos, a Adufpa abriu um processo de seleção para a contratação de profissional de comunicação social, que, como estabelece o edital, o candidato deveria ser um(a) “profissional de comunicação social com formação de terceiro grau”. O cenário econômico e pandêmico citado gerou 113 inscrições.

Por que um profissional formado em comunicação social? Exatamente para respeitar a formação acadêmica específica dos profissionais desta área – tal qual é reivindicado por entidades representativas.

Destaque-se que a Adufpa é entidade representativa de docentes de uma Universidade Federal, mas não faz parte da estrutura administrativa do serviço público. Deste modo, não é obrigada a fazer seleção pública para seus/suas funcionários/as. Mesmo assim, historicamente, até mesmo seus estagiários(as) são escolhidos por meio de seleção pública.

Na seleção atual, em comparação às anteriores, ampliamos ainda mais o período de inscrição que foi de 28/01/2021 a 03/02/2021, de modo a alcançar o maior número de candidatos(as).

No último dia, pouco tempo antes da hora limite um candidato apresentou seus documentos para a inscrição. A funcionária (que está na Adufpa há aproximadamente 8 anos) que estava acolhendo as inscrições, ao receber a documentação, lhe observou que sua formação de terceiro grau (bacharelado) não era em comunicação social.

O diretor geral da entidade foi chamado para analisar a situação. Foi apresentado ao candidato o perfil que se requeria e dada sua insistência e o fato de que a leitura do edital poderia dar margem a interpretações diferentes, sua inscrição foi recebida e lhe foi emitido um recibo de inscrição. Ao mesmo tempo, ele foi informado que a Comissão de Seleção analisaria sua documentação, tal qual vinha fazendo com as mais de 100 inscrições já efetivadas.

Isso ocorreu por meio de diálogo, e não de constrangimento e muito menos de alguma prática racista. Posteriormente, o candidato enviou mensagem de whatsapp amistosa ao diretor geral, lamentando o que teria ocorrido na conversa com funcionária, mas sem em nenhum momento referir-se a racismo ou solicitar alguma encaminhamento sobre o fato.

Em sua denúncia, feita em rede social, o candidato afirma que teria sido “barrado na entrada” e “impedido de concorrer”.  Ele nunca foi barrado, ao contrário, foi recebido respeitosamente, como todos os demais candidatos, e teve sua inscrição acolhida e lhe entregue recibo de inscrição.

Uma das acusações mais fortes da denúncia diz: “imagina uma reunião com essa gente, o nível de assédio e sofrimento psicológico que eles podem gerar com o poder de ser patrão”. Lamentamos e rechaçamos firmemente essa afirmação. Na Adufpa não há patrões, mas trabalhadores e trabalhadoras. Desafiamos quem quer que seja que aponte dentro na Adufpa, em especial na relação com seus funcionários, qualquer ato de arbítrio ou assédio. Como seção sindical do Andes-SN é nosso compromisso combater o assédio moral e/ou sexual. Ademais, não nos esqueçamos, quem o atendeu foi uma mulher trabalhadora, funcionária da Adufpa.

No momento da inscrição do candidato, além da referida funcionária e do diretor geral, no recinto, entre outros, estavam uma diretora (negra, militante do movimento feminista), dois outros diretores e outra funcionária (também negra). Ninguém presenciou o que o candidato denuncia como racismo.

Por outro lado, reconhecemos que alguns temas incluem, entre outros, elementos de subjetividade e o que alguém interpreta de uma forma, outra pessoa pode analisar diferentemente.

Por acreditar nisso, e sem descartar nenhuma denúncia ou crítica a priori, a atual diretoria consensualmente entre todos os seus membros, se coloca à disposição para o diálogo com o movimento negro, docente e demais movimentos e entidades, incluindo a pessoa que fez a denúncia, sobre a infeliz ocorrência que se constitui em objeto de avaliação e reflexão por todas as partes envolvidas.

Consideramos que qualquer tipo de denúncia deve ser objeto de avaliação e análise para além das aparências, considerando os fatos que a cercaram no momento em que a situação aconteceu. Também acreditamos que devem ser precedidas de uma reflexão e diálogo entre os envolvidos no sentido de entender de fato o que aconteceu. Isso busca evitar possíveis atitudes apressadas que gerem injustiças e danos difíceis de serem reparados.

Esperamos que essa situação tenha sido produto de um equívoco de comunicação e/ou de interpretação do diálogo ocorrido, e não de uma leviandade do denunciante.

Destacamos que a Adufpa recebe democraticamente todas as críticas que lhes são dirigidas, e aprendemos com elas, mas como sujeitos coletivos e representativos da categoria de docentes da UFPA, não podemos aceitar que, a partir de interpretações apressadas, a história da Adufpa, em mais de 40 anos de uma trajetória de luta em defesa da classe trabalhadora, seja descartada, correndo-se o risco de reforçar o ataque desferido por setores conservadores (entre os quais o bolsonarismo) aos movimentos sociais e aos direitos humanos.

Por fim, chamamos a atenção para o momento em que vivemos, marcado pelo conservadorismo, autoritarismo, negação da ciência e que exige de nós, unidade na luta. Para superar o momento atual é necessário fortalecer a organização social e nossas entidades representativas, e não o inverso. Inimigos são os que retiram nossos direitos trabalhistas e jogam a população mais vulnerável, sem trabalho e sem comida, no fosso da exclusão social!

 

Belém, 05/02/2021.

 

Adufpa

 

Em decorrência do elevado número de candidatos, comunicamos que o resultado da avaliação de currículo será publicado até o dia 05/02 (sexta-feira) e, para os/as candidatos selecionados nesta etapa, a prova prática ocorrerá no dia 08/02, 9h00, na sede da Adufpa no campus da UFPA/Guamá (Belém), altos do Vadião.

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Adufpa seleciona profissional da comunicação, conforme Edital Nº01/2021. A remuneração é de R$ 3.600,00 bruto + vantagens, com carga horária de 5h diárias presenciais, de segunda a sexta, em regime CLT. O período de inscrição vai do dia 28/01 a 03/02, sem contar os fins de semana, das 9h ao meio dia, na Casa do Professor da Adufpa, localizada na rua dos Caripunas, 3459, entre avenida 3 de Maio e 14 de Abril.

 

Participe!

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ADUFPA CONVOCA CATEGORIA PARA ASSEMBLEIA GERAL NA PRÓXIMA TERÇA

A ADUFPA promove nesta terça-feira, 02, às 17h, na Plataforma Zoom, Assembleia Geral para debater indicativo de greve sanitária, campanha contra a reforma administrativa e outros assuntos importantes para a categoria. Participe!

ADUFPA integra Comitiva de Solidariedade ao Amapá

A ADUFPA integrou a Comitiva da CSP-Conlutas que visitou o estado do Amapá entre os dias 25 e 27 de novembro, para manifestar solidariedade aos moradores e debater propostas para enfrentar a crise gerada pelo apagão, que afetou 13 dos 16 municípios amapaenses. A Comitiva contou com a participação do diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques.

Durante três dias, a Comitiva visitou comunidades mais afetadas pelo apagão, reuniu com lideranças comunitárias e autoridades do Estado e promoveu uma Plenária Sindical e Popular, para discutir os desdobramentos da luta e a campanha de coleta de assinaturas para uma ação coletiva que irá cobrar das autoridades a responsabilidade pelo apagão e o caos gerado à população.

No Amapá, a Comitiva apresentou à Defensoria Pública um Plano Emergencial construído em conjunto com os trabalhadores, para enfrentar e sair da crise. O Plano conta com 12 pontos, entre eles a estabilidade no emprego e auxílio-emergencial de R$ 1,2 mil durante seis meses ao povo do Amapá. O documento defende ainda a redução e o congelamento dos preços dos alimentos, combustível e gás de cozinha e a isenção da conta de energia elétrica por seis meses.

A crise no Amapá ainda segue um mês depois do incêndio na subestação, que gerou o apagão. O serviço de energia elétrica ainda não foi restabelecido totalmente e a população sofre os efeitos do apagão. “Precisamos seguir com nossa Campanha de Solidariedade e pressão sobre as autoridades, as responsabilizando por essa crise e pressionando para que o Plano Emergencial seja efetivado”, defende Gilberto Marques.

Os docentes da UFPA e a comunidade em geral que quiserem contribuir com a Campanha SOS Amapá é só depositar qualquer valor no Banco do Brasil, Agência 130-9, Conta-corrente180000-0, em nome de Sâmela Ramos, CPF 852288262-20. Após o depósito, é importante mandar comprovante para o telefone da secretaria da ADUFPA: (91) 988830818.

Foto: Wellingta Macedo/CSP-Conlutas