Na Assembleia Geral da Adufpa, realizada nesta quarta-feira, 17, em ambiente virtual, docentes da UFPA decidiram aderir ao indicativo de greve geral do funcionalismo federal na próxima semana, 24 de março. Será um dia de luta e paralisações em todo o país, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e de centrais sindicais, compondo o calendário de mobilizações em defesa dos serviços públicos e pela rejeição à Reforma Administrativa, a PEC 32. A greve incluirá também as atividades do ensino remoto emergencial.

 Para embasar o debate, a pauta de discussões da assembleia geral trouxe como primeiro ponto a análise da conjuntura atual, indicando que a crise que ocorre em escala mundial, não é apenas de caráter sanitário e pandêmico. É resultado da lógica de acumulação do capitalismo, que contribui para aprofundar as contradições do próprio sistema, com a concentração de riqueza nos mais ricos. Foi lembrada também fatídica reunião ministerial de 22 abril de 2020, com a declaração ofensiva do ministro Paulo Guedes, sobre “colocar uma granada no bolso dos servidores públicos”, antecipando o conjunto de ações contra o funcionalismo público, a exemplo da PEC Emergencial.

“O governo aprovou a PEC Emergencial, mas a defesa do serviço público, da ciência e dos servidores continua. Para isso, entre outros, teremos que derrotar a proposta do governo de corte de 18% no orçamento das universidades federais”, afirma Ivan Neves, diretor da Adufpa.

 Nova diretoria será eleita em maio

A assembleia também definiu que a nova gestão da entidade será eleita por meio de eleições remotas, aos moldes do último processo eleitoral do Andes-SN. Ela ocorrerá no período de 10 a 14 de maio, com a data mais precisa, nesse intervalo, a ser definida na proposta de regimento eleitoral que será apresentada pela comissão eleitoral na assembleia geral do dia 06 de abril. A Comissão Eleitoral, votada na assembleia, é composta pelos professores Benedito Ferreira, Conceição Cabral, Welson Cardoso e Larissa Chermont.

O secretário adjunto da Adufpa, José Carneiro, informou que a atual diretoria irá contratar uma empresa especializada para conduzir o processo eleitoral, a fim de evitar problemas e auxiliar a categoria a realizar eleições amplas, democráticas e transparentes.

Hackers invadiram a assembleia

A assembleia também escolheu a representação à plenária estadual da CSP Conlutas: Ivan Neves, Andréa Matos, Dalva Santos e Gilberto Marques. Ao Conad do Andes, cujo tema é “Em defesa da vida, dos serviços públicos, da democracia e da autonomia do ANDES-SN”, as representantes são Edivânia Alves, como delgada, e Nádia Fialho e Adriane Lima, como observadoras. Ambos os eventos ocorrerão dia 27 de março.

A sala virtual em que a assembleia iria ocorrer foi invadida por hackers no início dos trabalhos. Xingaram os presentes e postaram de imagens agressivas. Sob a orientação da diretoria da Adufpa, a sala foi fechada e uma nova foi criada, com os (as) docentes podendo participar com tranquilidade.

A Adufpa está tomando as medidas necessárias à identificação e criminalização dos hackers e orienta os docentes que sofrerem esse tipo de agressão a fazer o mesmo. Denúncias poderão ser encaminhadas à entidade por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (91) 99290-7313.

Apesar do atraso causado, os invasores não alcançaram seu êxito. A assembleia foi realizada e reafirmou o calendário de luta, incluindo a paralisação do próximo dia 24/03. Para Gilberto Marques, diretor geral da Adufpa, esse tipo de ação é orquestrada pela direita fascista e negacionista, que infelizmente tem no Presidente da República sua maior inspiração. “Eles não nos calarão. A cada ataque responderemos com mais mobilizações, mais eventos e mais luta. Faremos nossa voz ser ouvida por mais pessoas ainda”, concluiu o dirigente da entidade.