ADUFPA integra Comitiva de Solidariedade ao Amapá

A ADUFPA integrou a Comitiva da CSP-Conlutas que visitou o estado do Amapá entre os dias 25 e 27 de novembro, para manifestar solidariedade aos moradores e debater propostas para enfrentar a crise gerada pelo apagão, que afetou 13 dos 16 municípios amapaenses. A Comitiva contou com a participação do diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques.

Durante três dias, a Comitiva visitou comunidades mais afetadas pelo apagão, reuniu com lideranças comunitárias e autoridades do Estado e promoveu uma Plenária Sindical e Popular, para discutir os desdobramentos da luta e a campanha de coleta de assinaturas para uma ação coletiva que irá cobrar das autoridades a responsabilidade pelo apagão e o caos gerado à população.

No Amapá, a Comitiva apresentou à Defensoria Pública um Plano Emergencial construído em conjunto com os trabalhadores, para enfrentar e sair da crise. O Plano conta com 12 pontos, entre eles a estabilidade no emprego e auxílio-emergencial de R$ 1,2 mil durante seis meses ao povo do Amapá. O documento defende ainda a redução e o congelamento dos preços dos alimentos, combustível e gás de cozinha e a isenção da conta de energia elétrica por seis meses.

A crise no Amapá ainda segue um mês depois do incêndio na subestação, que gerou o apagão. O serviço de energia elétrica ainda não foi restabelecido totalmente e a população sofre os efeitos do apagão. “Precisamos seguir com nossa Campanha de Solidariedade e pressão sobre as autoridades, as responsabilizando por essa crise e pressionando para que o Plano Emergencial seja efetivado”, defende Gilberto Marques.

Os docentes da UFPA e a comunidade em geral que quiserem contribuir com a Campanha SOS Amapá é só depositar qualquer valor no Banco do Brasil, Agência 130-9, Conta-corrente180000-0, em nome de Sâmela Ramos, CPF 852288262-20. Após o depósito, é importante mandar comprovante para o telefone da secretaria da ADUFPA: (91) 988830818.

Foto: Wellingta Macedo/CSP-Conlutas

 

Nova diretoria do ANDES-SN é empossada

O ANDES-SN realizou na tarde desta terça-feira, 1º de dezembro, o 10º Conad Extraordinário. Em virtude da pandemia de Covid-19, o encontro foi transmitido virtualmente para todo o Brasil, desde a sede do sindicato, em Brasília, e foi marcado pela posse da nova diretoria eleita no início do mês de novembro e que permanecerá à frente da instituição no biênio 2020-2022.

O encontro iniciou com a participação remota de membros de outras entidades representativas da classe estudantil e trabalhadora, como a União Nacional do Estudantes (UNE), Fasubra Sindical, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), a CSP-Conlutas, entre outras. Eles salientaram a importância das lutas realizadas em parceria com o ANDES-SN ao longo dos últimos dois anos e se comprometeram em dar continuidade à criação de novas estratégias que possam intensificar e perpetuar as lutas e a resistência.

Em seu último discurso como presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçalves analisou a missão delegada pela base há pouco mais de dois anos. Ele elencou os avanços alcançados pelo sindicato em meio ao governo de Jair Bolsonaro, ininterruptamente marcado por significativos retrocessos civilizatórios, e destacou a necessidade de continuar a enfrentar as reformas antidemocráticas que não modernizam, mas sim tornam as relações de trabalho mais precarizadas, eliminam direitos e implantam a barbárie no Brasil. 

Antonio também lembrou das “inspiradoras” lutas da classe trabalhadora em países sul-americanos, como o Chile e a Bolívia, para reforçar que direitos são alcançados por meio da organização dos trabalhadores, da unidade e da capacidade de se defender de ataques. “A nossa luta deve continuar para derrotar o governo de Jair Bolsonaro. Vamos ocupar as ruas para ampliar as nossas lutas e consolidar ainda mais o ANDES como um sindicato independente e autônomo”, disse. 

Antonio comentou ainda sobre o necessário isolamento imposto pela pandemia que, segundo ele, trouxe inúmeras dificuldades para o movimento docente em todo o país. “A diretoria estabeleceu como prioridade salvar vidas e nos adaptamos a essa nova realidade. Intensificamos os esforços para o fortalecimento do ANDES-SN, viabilizamos a criação de novas seções sindicais, a volta de antigas seções. Estivemos, mesmo de um modo diferente, em todas as lutas unitárias em defesa da nossa categoria”, completou, desejando à nova diretoria disposição e empenho para a manutenção da luta do sindicato.

A presidente eleita do ANDES-SN, Rivânia Moura, começou seu discurso parabenizando a diretoria anterior pelas lutas dos últimos dois anos, em meio a um cenário totalmente adverso, e citou o educador Paulo Freire para encorajar a base a lutar pelas causas já existentes e também aquelas que surgirão nos próximos meses e anos. “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”, afirmou.

Rivânia lembrou que há inúmeros desafios para o movimento sindical e destacou a necessidade de engajar esforços para lutar contra o racismo estrutural, a lgbttifobia e, sobretudo, contra a reforma administrativa, que tem o objetivo de precarizar direitos trabalhistas e desmontar as universidades públicas do país. “Vou usar uma frase do escritor João Guimarães Rosa: o que a vida quer da gente é coragem! É urgente a organização da luta contra a reforma administrativa e contra a conjuntura nacional de um governo de extrema direita que alia uma severa política de ajuste fiscal ultraliberal ao profundo conservadorismo”, garantiu. 

A presidente também falou sobre ações que acontecerão ainda no mês de dezembro. No dia 8 de dezembro o ANDES-SN participará de uma plenária nacional com reitores e reitoras eleitos  não empossados, na qual reforçará a necessidade de o presidente Jair Bolsonaro reconhecer os eleitos; no dia 10, a entidade participará de ato nacional em Brasília, que mostrará a resistência dos servidores municipais, estaduais e federais contra a Reforma Administrativa e junto aos movimentos sociais reforçarão a necessidade de permanência do auxílio emergencial. Rivânia também falou sobre intensificar a articulação com o movimento estudantil e dos técnicos, a fim de garantir a defesa da autonomia e da democracia nas universidades públicas, institutos federais e Cefet, e nesse sentido, já anunciou a primeira campanha da nova diretoria que na semana de 14 a 18 de dezembro estará empenhada na organização de uma frente contra as intervenções nas universidades.

O evento foi encerrado com uma emocionante live show do compositor e cantor Chico César, disponível nas redes sociais do ANDES-SN.

Fonte: ANDES-SN

No próximo dia 1° dezembro, o ANDES-SN promove o 10° CONAD Extraordinário, que ocorrerá em formato virtual e será marca umdo pela posse da nova diretoria do Sindicato Nacional (biênio 2020-2024). Para discutir a participação da ADUFPA e escolher a delegação da entidade no evento, a diretoria da seção sindical promove uma Assembleia Geral no próximo dia 26 de novembro, às 17 horas, na Plataforma Zoom. Participe.

 

Para participar da Assembleia Geral da ADUFPA, basta clicar no link abaixo 👇🏼

https://us02web.zoom.us/j/82648939821?pwd=NW9HTzhwZE41NmNrVUJWcmhKalliZz09

ID da reunião: 826 4893 9821
Senha de acesso: 411756

Governo recua e revoga portaria do retorno das atividades presenciais

Após resistência das Universidades, o Ministério da Educação (MEC) recuou e revogou a Portaria 1030, publicada no último dia 1º de dezembro, que determinava o retorno das aulas presenciais nas instituições de ensino superior a partir de 4 de janeiro de 2021. A Portaria teve ampla repercussão negativa e o ANDES-SN já cogitava indicar a deflagração de uma greve em defesa das vidas e contra o documento.

A Portaria ignorava a retomada dos casos de Covid-19 e desrespeitava a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), aprovada pela unanimidade de seus membros em outubro deste ano, que indica a possibilidade de volta das atividades presenciais apenas em 2022. Depois de revogar a Portaria, o ministro Milton Ribeiro informou à imprensa que vai abrir uma consulta pública para ouvir a comunidade acadêmica antes de uma nova decisão.

De imediato, a ADUFPA se posicionou contrária à portaria, reafirmou a defesa das vidas e do retorno das atividades presenciais apenas com a vacinação em massa da população contra a Covid-19. Segundo o calendário do próprio Ministério da Saúde, o início da vacinação está previsto apenas para março de 2021.

Caso o governo tente retomar a edição da Portaria, a diretoria da ADUFPA deve adotar todas as medidas jurídicas e políticas possíveis, para anular os efeitos do documento, e garantir a segurança sanitária da comunidade universitária. “É importante ficarmos em alertas e atentos. Se o governo insistir na medida, vamos ingressar com ações judiciais e mobilizar a comunidade acadêmica, resguardando os Protocolos de segurança sanitária, para preservar vidas, que é o mais importante”, apontou o diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques.

Para a diretoria da ADUFPA, neste momento de crise sanitária e de saúde pública, a Universidade deve ter a preservação da vida como prioridade absoluta e ser coerente com a defesa da ciência e da pesquisa e com os caminhos trilhados pela instituição ao longo do período pandêmico.

 

O Escritório Amorim & Ribas, que presta assessoria jurídica para a ADUFPA, estará sem funcionamento presencial a partir deste dia 12 de novembro, em razão do aumento considerável do número de casos de Covid-19 em Belém, bem como pelo fato de uma de suas funcionárias ter sido afastada de suas atividades por conta da contaminação, impondo o isolamento de todos que mantiveram contato com ela pelo prazo mínimo de 14 dias.

No próximo dia 30 de novembro, a ADUFPA irá informar a todos acerca da retomada dos trabalhos presenciais no Escritório de Advocacia, ou sobre a permanência da suspensão dos atendimentos por conta da pandemia. A prioridade é garantir a segurança sanitária e a vida das pessoas.

Apesar da suspensão do atendimento presencial, a Assessoria Jurídica da ADUFPA manterá o atendimento remoto através do telefone (91) 98895-7127 e do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Em casos de urgência, o docente sindicalizado ou dependentes podem entrar em contato através dos contatos acima informados, para avaliar a possibilidade de atendimento presencial na sede do Escritório, localizado na Rua dos Pariquis, 2999, Edifício Village Center, salas 801/803.